Surf de Mesa

Flamboiar

Junior Faria, Carolina Bridi e Raphael Tognini vivem (d)o surf todo dia o dia inteiro. Como se ainda não fosse suficiente, sempre que se encontram têm o incontrolável hábito de desenrolar opiniões e desenvolver teorias críticas sobre o ambiente aquático e terrestre ao seu redor.

Assim surgiu o SURF DE MESA, podcast realista sobre o backstage do universo surfístico. Debates, conversas e entrevistas sobre surf com aquela pitada de raciocínio e sinceridade que você só encontra na FLAMBOIAR. Seja um surfista inteligente no lineup... Vem com a gente!
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187 - O perfil do público surfista está mudando
Dec 15 2022
187 - O perfil do público surfista está mudando
Não é de hoje que Carol Bridi, Rapha Tognini e Junior Faria vêm soltando pequenos espasmos mentais nos arredores de um assunto que agora, sim, parece ter ganhado corpo suficiente pra segurar um episódio inteiro do podcast Surf de Mesa. Pequenos sintomas ao longo do tempo vão se amontoando até o dia em que o quebra-cabeça se organiza. É, então, quando a grande mudança, antes em curso mas algo imperceptível, finalmente se revela. O perfil do público surfista mudou.Falar em mudança, especialmente dentro de um grupo que se orgulha da identificação com o coletivo e que busca pertencimento como crianças que precisam se sentir aceitas, é sempre um campo sensível. Por isso, de antemão já adiantamos: sem mudanças, não existe evolução. E o surf está evoluindo.Quando falamos em mudanças de perfil, não estamos reduzindo a faixa etária ou a gosto musical. Estamos falando de um movimento maior, que foge ao suposto controle que cada um de nós acha que tem sobre o surf. Estamos falando da evolução de uma prática esportiva, mas antes de tudo, social e cultural, de acordo com o tempo em que ela está existindo.Por isso, não adianta espernear. A mudança do perfil do público surfista já está em curso há um bom tempo. E gostando ou não dos rumos coletivos dessa evolução, seja como quem muda ou como quem resiste, certamente você também faz parte dessa história. Quer saber como? Dá o play aqui:
185 - O que o Tour representa para os surfistas não competidores
Nov 17 2022
185 - O que o Tour representa para os surfistas não competidores
A notícia sobre o interesse da Netflix na compra de ligas esportivas, entre elas a WSL (World Suf League), atiçou o papo sobre os rumos do surf competição. Provocados pelo ouvinte Vitor Barboza, e embalados pela conversa que começou no grupo dos ouvintes do Surf de Mesa, Carol Bridi, Rapha Tognini e Junior Faria pararam pra pensar no que o circuito mundial representa para todos nós, reles mortais surfistas civis.Lá no grupo, entre pontos de vista e termos ora mais, ora menos inflamados, prevaleceu a opinião de que o Tour hoje é essencialmente entretenimento. E se a voz do povo é a voz de Deus, concordamos.Mas sem deixar de questionar:Onde exatamente estaria o problema disso?A história esportiva, afinal, se deu a partir da necessidade do ser humano compreender do que o corpo é capaz quando puxado ao limite. Foi esse misto de fascínio e curiosidade que reuniu pessoas para, de forma organizada e a partir de critérios, definirem o de performance mais impressionante. Se assistir a essa descoberta e torcer pelo feito é a pedra fundamental da competição, onde está o problema em assumir que o surf competição é hoje, assim como sempre foi, um belo entretenimento? "Motivo para reunir os amigos e fazer churrasco", diria o ouvinte. "Circo", diria outro. Com direito ao prazer bonachão e à provocação dos sentidos mais ingênuos e primitivos, como só um bom circo é capaz.Se na competição, entreter é justamente o motivo de sua existência, de repente, assumir isso sem medo nos deixa mais próximos da essência do que jamais estivemos.Quer entender como? Dá o play aqui e vem se entreter com a gente.
178 - Surf entre pais e filhos nos limites da influência
Aug 4 2022
178 - Surf entre pais e filhos nos limites da influência
Não tem jeito... Todo sujeito que surfa, quando tem filho, inevitavelmente se põe a planejar as sessões com o rebento. A ideia é passar esse bem tão precioso quase como uma herança em vida. A intenção é das melhores e geralmente o imaginário leva a idealizar essa relação de surf na parentalidade. Afinal, sendo pai e sendo mãe, há ali diante de si um projeto, uma obra, uma tela em branco toda sua. Certo? Bééé... Errado.Este episódio do Surf de Mesa surgiu da aflição de um pai surfista sobre sua vontade de dividir os prazeres do surf com o filho. Já por antecipação, ele se questiona sobre os limites que deve ter na abordagem. Afinal, no afã de apresentar uma atividade pela qual é apaixonado, nosso amigo e ouvinte Edu Marini tem medo de errar na dose e causar mais danos do que benefícios.Certamente, não é o único.A influência, claro, é natural e saudável. Ainda mais quando se trata de uma prática tão integral quando o surf. Mas não são poucas as histórias de crianças surfistas que perdem o prazer de surfar quando sentem os efeitos do espelhamento de desejos por parte dos seus adultos de referência. Quando o que era para ser divertido vira pressão e opressão, nem pais e nem filhos ganham com isso.Carol Bridi, Rapha Tognini e Junior Faria tentam organizar esse dilema, partindo dos pontos de vista tanto de pai quanto de filhos. E é importante dizer que, ainda que essa publicação coincida com a proximidade do dia dos pais, a conversa não mira só na figura paterna. Então, sendo pai, sendo mãe ou sendo filho, dá o play aqui pra entender melhor essa relação familiar no surf.
177 - O freesurf profissional pode morrer?
Jul 28 2022
177 - O freesurf profissional pode morrer?
Tentando identificar brasileiros que vivem do freesurf atualmente, Carol Bridi, Rapha Tognini e Junior Faria adentram aos malabarismos que os melhores surfistas fazem quando não se encaixam na competição, mas teimam em viver do que fazem de melhor. O ato de surfar mora ali entre o limiar do esporte e do prazer. Ambos extremamente necessários à existência humana, mas ignorados na história prática do que é compreendido como trabalho.A realidade é que, competindo ou não, todo surfista patrocinado recebe salário para realizar uma única função: vender a imagem da marca. Isso quer dizer que, na seara trabalhista, o surfista patrocinado está mais para um funcionário de marketing do que para um talento pago para surfar. Aí é que mora a confusão. Quando não há consciência no mercado de que o surfista profissional gera valor para um terceiro, os papéis se confundem. O que deveria ser visto como trabalho, é percebido como regalia. Enquanto o salário é tratado como ajuda.Nesse contexto, as transformações provocadas pelo advento mais pop da atualidade - o marketing de influência - talvez tenha se tornado um caminho natural para a figura do freesurfer. Seria essa a salvação financeira? Acúmulo de funções e os motivos pelos quais as pessoas se destacam na rede social pode não garantir que o melhor sobre as ondas consiga sobreviver nesse ambiente. Aí só resta mesmo a inevitável pergunta: O freesurfer profissional, nos moldes tradicionais de sua concepção, está em vias de extinção?Dá o play aqui e vem nesse episódio do Surf de Mesa com a gente: